"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade."

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MATERIA DO MES DE AGOSTO

“Os três tipos de tesouro”

“Os três tipos de tesouro”

(Brasil Seikyo, edição nº 2045, 31/07/2010, página B1.)
“É raro nascer como ser humano. O número daqueles que são dotados com vida humana é tão pequeno quanto a quantidade de terra que podemos colocar sobre uma unha. Viver como ser humano é difícil — tão difícil quanto o orvalho permanecer sobre a grama. No entanto, é melhor viver um único dia com honra do que viver 120 anos e morrer na desgraça. Conduza sua vida de maneira que todas as pessoas de Kamakura o elogiarão e dirão que Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo é diligente em servir a seu lorde, em servir ao budismo e em sua consideração pelas outras pessoas.”

RESUMO E CENÁRIO HISTÓRICO Sobre a carta

Nitiren Daishonin escreveu esta carta em Minobu, em setembro de 1277 e a endereçou a Shijo Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo Yorimoto, mais conhecido como Shijo Kingo, em Kamakura. O escrito é conhecido pelo título “Os Três Tipos de Tesouro” em função de uma célebre passagem em que Daishonin orienta sobre a importância do “tesouro do coração” em relação ao “tesouro do corpo” e ao “tesouro do cofre”. O “tesouro do cofre” que corresponde às riquezas materiais e o “tesouro do corpo” à saúde e às habilidades pessoais podem declinar com o passar do tempo, mas o “tesouro do coração” conquistado no interior da vida de cada um por meio da prática da fé nunca será destruído.
Por volta de 1274, Shijo Kingo havia iniciado seus esforços para converter seu lorde, Ema, aos ensinos de Daishonin. No entanto, lorde Ema não respondeu positivamente. Em vez disso, reduziu o tamanho das terras de Kingo e ameaçou enviá-lo à remota província de Etigo. Além disso, seus colegas espalharam falsos rumores sobre ele, e Kingo foi acusado de causar tumulto em um debate ocorrido em junho de 1277, durante o qual um sacerdote da Tendai, Ryuzo-bo, foi derrotado por Sammi-bo, discípulo de Daishonin.
Nesta carta, Daishonin alerta Shijo Kingo e ao mesmo tempo o instrui sobre a maneira correta de agir em meio às provações. Citando referências históricas do imperador Sushun e outros, Daishonin ensina a Kingo que, como budista, ele deveria conduzir a vida diária de maneira admirável e ter consideração pelos outros. Por essa razão, este escrito é conhecido também como “A História do Imperador Sushun”.

EXPLANAÇÃO O invencível Shijo Kingo

Shijo Kingo enfrentou todos os tipos de obstáculos, lutando com toda a força e venceu-os graças à fé, sem jamais ser derrotado. O Buda Nitiren Daishonin cuidou dele e dispensou-lhe total confiança. É muito conhecido por ter acompanhado Nitiren Daishonin durante a Perseguição de Tatsunokuti e arriscado a vida junto com seu mestre. Apesar de possuir esse espírito resoluto, Kingo possuía a natureza de irritar-se facilmente. Ao que tudo indica, devido a isso encontrava dificuldade para manter relações harmoniosas com as pessoas.
Devido à sua fé, Shijo Kingo atraiu críticas e a rivalidade de seus colegas, que o caluniavam perante o seu lorde, Ema. Além disso, bonzos maldosos e cheios de intrigas acusaram-no falsamente de crimes totalmente sem fundamento. Consequentemente, o lorde ficou insatisfeito com ele, confiscou suas terras e dispensou os servos. Para a época atual, isso seria equivalente a ser rebaixado ou até mesmo suspenso do trabalho.
Mesmo diante destas provações, Shijo Kingo manteve-se firme como um leal discípulo do seu mestre, Nitiren Daishonin, e seguindo suas constantes e minuciosas orientações, no final conquistou uma grande vitória. Mais tarde, quando o lorde Ema caiu doente, Shijo Kingo, empregando suas habilidades médicas, ajudou a curá-lo. O lorde ficou muito grato e, em 1278, devolveu as propriedades de Kingo e, mais tarde, concedeu-lhe ainda mais terras.
Shijo Kingo perseverou com uma firme e sincera fé, estando em total acordo com os ensinos de Nitiren Daishonin durante toda a vida, e confrontando também as pessoas que o ameaçavam. Com coragem e sem temor, ele continuou a bradar em prol da paz e da justiça e seu nome permanece até hoje nos anais do budismo, resplandecendo com um brilho imortal e duradouro. Daishonin orientou constantemente Shijo Kingo para que não fosse covarde, advertindo-o da seguinte forma: “As orações de uma pessoa covarde não são respondidas”. (WND, pág. 1.001.)

Viver plenamente

Ter uma vida longa não significa necessariamente que tenha sido plena de realizações. O importante é o que deixamos para trás, que tipo de valor criamos e o quanto contribuímos para a felicidade de outras pessoas.
A vida é curta. É um desperdício passá-la em vão a procura de glória que é algo tão frágil e impermanente como uma bolha de sabão, ou sofrer por invejar outros que possuem tal glória. É por isso que Daishonin afirma nesta passagem: “É raro nascer como ser humano. O número daqueles que são dotados com vida humana é tão pequeno quanto a quantidade de terra que podemos colocar sobre uma unha. Viver como ser humano é difícil — tão difícil quanto o orvalho permanecer sobre a grama. No entanto, é melhor viver um único dia com honra do que 120 anos e morrer na desgraça”.
No interminável ciclo de nascimento e morte, Daishonin nos mostra quão raro é o fato de nascermos como ser humano comparando-o à minúscula quantidade de terra sobre a unha. Portanto, estamos desfrutando nesta existência desta rara boa sorte de nascermos como seres humanos. No entanto, a nossa existência como ser humano é tão breve quanto as gotas do orvalho sobre as plantas que desaparecem com o raiar do sol. É exatamente por esta razão que devemos viver a cada dia com dignidade e integridade.

Comprovar a prática da fé em meio à sociedade

Na frase “Conduza sua vida de maneira que todas as pessoas de Kamakura o elogiarão e dirão que Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo é diligente em servir a seu lorde, em servir ao budismo e em sua consideração pelas outras pessoas”, o Buda Nitiren Daishonin nos ensina sobre um importante princípio da prática da fé na vida diária.
Daishonin incentiva Shijo Kingo para que se torne conhecido e elogiado pelas pessoas de sua localidade pela sua brilhante diligência “em servir ao seu lorde”, “em servir ao budismo” e por uma maravilhosa “consideração pelas outras pessoas”. Em outras palavras, Daishonin está aqui orientando Kingo para desenvolver seu caráter.
O verdadeiro significado de “prova real” no Budismo de Nitiren Daishonin está em “desenvolver o caráter” à medida que “se aprimora a prática da fé”. Nitiren Daishonin orienta a “ser diligente em servir ao budismo” justamente para que possa cultivar as comprovações da prática da fé na forma de “prova real”. “Servir a seu lorde” corresponde nos dias atuais à comprovação profissional no local de trabalho, e a “consideração pelas outras pessoas” às atividades visando a felicidade e o bem-estar das pessoas, isto é, às atividades em prol do Kossen-rufu realizadas em nossa Organização.
Em um discurso, o presidente Ikeda afirma: “O presidente Toda orientava da seguinte forma: Existem pessoas que pensam levianamente que pelo simples fato de possuírem o Gohonzon não precisam ir em busca de novas tentativas para melhorar sua vida, iludidos de que poderão obter benefícios sem o mínimo de esforço. Essa forma de pensar é um grande erro. Portanto, devemos alertar tais pessoas sobre a grande calúnia que estão cometendo. Sobre a questão, Nitiren Daishonin diz: ‘Se a pessoa se torna versada no Sutra de Lótus naturalmente compreenderá o significado das leis da sociedade’. Em outras palavras, aqueles que abraçam o Gohonzon devem ser capazes de melhorar sua vida ou mesmo fazer com que seus negócios prosperem”. (Brasil Seikyo, edição no 1.211, 13 de fevereiro de 1993, pág. 9.)