"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade."

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

MAT. REUNIÃO DE PALESTRA


Devotar a vida e não as folgas

MATÉRIA DA REUNIÃO DE PALESTRA DE MAIO

O exemplo está na nossa frente
O Nam-myoho-rengue-kyo inscrito no centro do Gohonzon, dá um exemplo claro do “Daimoku de Juramento” — tornar o Nam-myoho-rengue-kyo o centro da vida.
O estado de Buda na vida diária
Tornar o Nam-myoho-rengue-kyo o seu centro significa dedicar a vida ao Kossen-rufu. Todas as ações passam a ter a Lei Mística como referência e como fonte de inspiração. Na prática, é ter o Nam-myoho-rengue-kyo como centro da vida. A dedicação ao Kossen-rufu é manifestar o estado de Buda na vida diária. Manifestar o estado de Buda na família, no trabalho, com os amigos, nos estudos, na saúde. Para isso acontecer é preciso uma atitude básica no momento da oração.
Atitude básica
Esta atitude básica é sair de uma condição em que se espera a “salvação” e agir para “salvar” os outros. Ou seja, é deixar de ser a pessoa que é salva para tornar-se uma pessoa que salva. Sair do egoísmo e viver o altruísmo.
Por exemplo
Neste momento, você está enfrentando alguma dificuldade. Pode tentar resolvê-la utilizando uma visão limitada ou fazer da solução um motivo de vitória que inspire as demais pessoas ao redor. A questão está no “para quê” resolver o problema.
Em outras palavras
O primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunessaburo Makiguti, fez uma colocação muito sábia: “Seja uma pessoa indispensável”. Uma pessoa indispensável vence qualquer crise porque, em qualquer circunstância, ela nunca será descartada.
Seja indispensável
Ser indispensável é dedicar a própria vida em algum empreendimento valioso. Uma pessoa indispensável para o movimento do Kossen-rufu é aquela que dedica a vida em prol da Lei. Dedicar não é morrer ou sacrificar-se. É comprovar o Budismo como verdade na vida diária.
Dedico a minha vida ou as minhas folgas?
“Dedico a minha vida” é colocar a Lei como centro, conforme inscrito no Gohonzon. “Dedicar as minhas folgas” é colocar outras prioridades sempre à frente da Lei, deixando-a em último plano.
Dedicar as folgas
Quem se dedica “as folgas”, com o tempo, deixa de avançar e conquistar vitórias porque só vai se lembrar do Budismo, do mestre e do Kossen-rufu quando precisar. Essa pessoa só é praticante quando surgem grandes dificuldades. A iluminação está na constância, no ato de manter a prática e a postura, seja nos momentos de alegria ou de dificuldade. Ser um budista em tempo integral (não confunda com fanatismo) é se dedicar diariamente manifestando a força e a sabedoria do Budismo em todas as esferas da vida. Dedicar a vida é proteger, praticar e propagar a Lei Mística. Isso faz você se fundir ao supremo estado de vida do Buda. No escrito Carta de Sado é utilizado o exemplo da parábola “O garoto Montanha das Neves (ver p. B5).
Texto extraído e adaptado da seção Encantos da Filosofia Budista
Publicado em: Brasil Seikyo - Ed.2081 - Caderno BVD - Pg.B7 - 30/04/2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011



MATÉRIA DA REUNIÃO DE PALESTRA DE ABRIL

Princípio básico — Sansho Shima

A base da filosofia da Soka Gakkai é capacitar cada pessoa para que enfrente a sua realidade, transforme-a e atinja a máxima condição de vida: o estado de Buda

Pra que ter medo de enfrentar a vida?

Um jovem pergunta ao presidente Ikeda: “Por que o senhor tem tanta coragem para desafiar e superar qualquer dificuldade? Para falar a verdade, não creio que eu consiga fazer o que o senhor faz. Como posso me tornar forte assim como o senhor?”
Resposta do presidente Ikeda: “Diz um ditado que não há educação melhor que a adversidade. Quanto mais perseguições e ataques a pessoa sofrer e a eles sobreviver, mais forte e mais grandiosa ela se tornará como ser humano. Cada dia é um dia de maior crescimento e desenvolvimento pessoal, e creio firmemente que esses esforços levam diretamente ao crescimento e ao desenvolvimento de tudo o mais. Não tenho medo de críticas nem de insultos. Não tenho medo de pessoas traiçoeiras. Quando vocês tentarem se tornar pessoas que enfrentam qualquer situação sem temor, criarão um espírito indomável.
Na vida, e em vários desafios que empreendemos, há ocasiões em que avançamos e outras em que recuamos. Haverá também ocasiões em que será melhor simplesmente descansar. A vida é cheia de mudanças. E, nesse processo de alcançar os objetivos, é perfeitamente natural passar por mudanças. 
Em meio a essa incessante mudança, há um conselho que jamais mudará: ‘Independentemente da época ou do que as pessoas digam, não se desviem de suas crenças fundamentais. É importante ter convicções tão firmes e imutáveis quanto o Monte Fuji. Quero que cada um de vocês desenvolva uma personalidade tão inabalável quanto uma majestosa montanha, uma personalidade corajosa, perseverante e capaz.”

Princípio básico (texto completo)


Ao decidir romper a tendência cármica e transformar a vida, é natural ocorrer uma força contrária. O conceito budista de “três obstáculos e quatro maldades” (sansho shima) elucida e classifica esses diversos tipos de obstáculos e impedimentos.
Os três obstáculos são: 1) obstáculos dos desejos do dia a dia, ou obstáculos causados pelos três venenos da avareza, ira e estupidez); 2) obstáculo do carma, ou obstáculo gerado pelo mau carma criado por cometer qualquer um dos cinco pecados fundamentais ou dez maus atos. Esse obstáculo também é interpretado como oposição da esposa e dos filhos; e 3) obstáculo da retribuição, ou obstáculo das causas negativas criadas por ações dos três maus caminhos (Inferno, Fome e Animalidade). Pode ser interpretado também como os obstáculos impostos pelos soberano, pais ou outros em posição de autoridade.
As quatro maldades são: 1) impedimento dos cinco componentes, ou obstruções causadas pelas funções físicas e mentais da pessoa; 2) impedimento dos desejos seculares, do cotidiano, ou obstruções originadas dos três venenos, criando dúvida no Gohonzon; 3) impedimento da morte, ou obstrução à prática causada pelo medo que a morte vincula; e 4) impedimento do Demônio do Sexto Céu, tradicionalmente a perseguição por parte de homens do poder.
Dentre as quatro maldades, o impedimento causado pelo Demônio do Sexto Céu (tenshi-ma) é o mais difícil de superar. Sobre isso, o presidente Ikeda orienta: “O budismo é uma eterna batalha entre o Buda e as funções malignas — entre as forças iluminadas e destrutivas inerentes na vida e no universo. É uma luta contra as funções malignas e aquelas que estão presas sob sua servidão, contra as forças que buscam obstruir a propagação budista, a felicidade das pessoas e o progresso do Kossen-rufu. O furioso ataque das funções malignas é extremamente forte porque o Demônio do Sexto Céu, o obstinado comandante dessas forças destrutivas, domina o mundo das questões humanas.” (Brasil Seikyo, edição no 1.582, 2 de dezembro de 2000, pág. 3.)
O ponto importante é reconhecer que os obstáculos e as maldades são funções tentando nos influenciar e nos amedrontar de forma a obstruir o desenvolvimento de nossa prática da fé. O surgimento dos obstáculos é, na verdade, a maior prova do progresso da nossa fé. Portanto, quando identificamos essas funções, devemos manifestar a força e a coragem para desafiá-las, e jamais permitir que nos derrotem. Quando enfrentamos com toda a perseverança e ultrapassamos esses obstáculos, podemos elevar a nossa condição de vida. Esse é o verdadeiro caminho dos seres humanos para a felicidade.
Naturalmente, como seres humanos, mesmo sendo fervorosos praticantes do budismo, há ocasiões em que ficamos doentes ou nos acidentamos; outras vezes, podemos enfrentar incêndios ou calamidades, como enchentes ou secas; ou ainda, em nosso dia-a-dia, podemos ter aborrecimentos no trabalho ou até mesmo na comunidade. Todas essas dificuldades podem ser classificadas como os ‘três obstáculos e quatro maldades’ tentando impedir nossa atuação em prol da paz mundial. Por outro lado, essas mesmas dificuldades podem ser interpretadas como elementos que contribuem para a transformação do nosso carma, assim como a flor de lótus nasce em meio a águas lamacentas.
Em um outro trecho da escritura “Carta aos Irmãos”, Nitiren Daishonin afirma: “Se a propagar, maldades surgirão infalivelmente. Se não fossem estas, não haveria modo de se saber que este é o ensino correto.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 239.). Compreendendo essa frase, devemos nos empenhar ainda mais na prática da fé cientes de que o surgimento de obstáculos e maldades é a prova de que praticamos corretamente o budismo, capaz de nos conduzir à felicidade absoluta. Se uma pessoa pratica um ensino fraco, não encontrará impedimentos. Porém, quando se devota a um forte ensino, capaz de transformar seu mau carma, dissipar a escuridão inata na sua vida e evidenciar a suprema condição do estado de Buda, sua prática encontrará obstáculos.
Muitas vezes, acreditamos que receber benefícios visíveis é a única comprovação de que praticamos corretamente. Porém, com base no ensino de Nitiren Daishonin, o surgimento de obstáculos pode também ser uma imensa prova de nosso progresso na fé. O essencial é jamais sermos influenciados ou amedrontados por eles. Os sofrimentos podem ser um bom professor e um bom meio para nos levar a uma fé mais pura e a um estado de vida mais elevado. A verdadeira compreensão disso fortalecerá nossa convicção de que não haverá situação adversa que seja intransponível.

LEVANTEM-SE

“Apeguem-se no que acreditam ser correto e verdadeiro. Se caírem, levantem-se novamente e prossigam. Desafiando-se continuamente dessa forma, descobrirão que estão trilhando a estrada do mais elevado bem.” 
Dr. Daisaku Ikeda
Publicado em: Brasil Seikyo - Ed.2077 - Caderno BVD - Pg.B7 - 26/03/2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

CARTA DE ANO NOVO


“Carta de Ano-Novo”

TRECHO DO ESCRITO: “Recebi cem bolinhos de arroz cozidos a vapor e um cesto de doces. O dia de ano-novo marca o primeiro dia, o primeiro mês, o início do ano e o início da primavera(1). Quem celebra esse dia tornar-se-á mais virtuoso e será amado por todos. Será como a lua que gradualmente se torna cheia à medida que se move do oeste para o leste ou como o sol que se torna cada vez mais brilhante em sua trajetória do leste para o oeste. Considerando a questão de onde estão o inferno e o Buda, um sutra diz que o inferno está debaixo da terra enquanto um outro diz que o Buda está no oeste. Entretanto, uma análise mais cuidadosa revela que ambos existem em nosso próprio corpo. De fato, o inferno está no coração da pessoa que insulta seu pai ou desrespeita sua mãe. É como a semente de lótus que contém tanto a flor como o fruto. Da mesma forma, o Buda habita nosso coração. Por exemplo, a pederneira contém o potencial para produzir fogo e as joias possuem um valor intrínseco. Nós, seres humanos, não enxergamos nem nossos próprios cílios, que estão tão próximos, nem o céu distante. Da mesma maneira, não conseguimos compreender que o Buda existe em nosso coração.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin , vol. 1, págs. 413 a 415.)

É a sua hora e a sua vez!

O ano-novo é o badalar de um novo ciclo na vida dos seres humanos. É um momento de reflexão para que a próxima fase seja muito melhor. É o tempo exato para um grande avanço. E nada melhor que colocar a energia vital oriunda da prática da fé como fonte de inspiração e boa sorte.
A carta acima foi escrita pelo Buda Nitiren Daishonin após de ter recebido oferecimentos numa época em que alimentos eram raros e mais difícil ainda fazê-los chegar até a distante região na qual o Buda vivia. O escrito é carinhoso e incentivador. Nele, Daishonin agradece e brada para que sua discípula faça do ano-novo um momento revigorante, pois “quem celebra esse dia tornar-se-á mais virtuoso e será amado por todos”.

A época ideal da minha revolução humana

Este novo ano que começa traz uma “folha em branco” de oportunidades e é sábio aquele que entende o tempo, com base na perfeita lei do Nam-myoho-rengue-kyo, e segue o fluxo para iniciar um processo de mudança. Ou seja, agora é a época ideal da revolução humana.
Revolução humana é a transformação da vida e praticamos para isso. Não haveria sentido em praticar o Budismo não fosse a possibilidade real de uma profunda mudança interna e externa a partir da prática da fé. Na mensagem de ano-novo publicada na página A1 desta edição, o presidente Ikeda afirma: “Vamos vencer [em 2011]. Que cada um escreva uma nova história do triunfo da revolução humana e do dinâmico desenvolvimento do Kossen-rufu — por meio de forte oração, dedicado esforço e sólida união”.
Ele também afirma: “A revolução humana não implica que devamos nos converter em seres superiores e extraordinários. Ao contrário, significa um processo pelo qual, ao mesmo tempo em que lutamos para transformar dinâmica e profundamente as dimensões interiores de nossa existência, seguimos como pessoas comuns que enfrentam problemas e desafios sem fim em meio à vida cotidiana. (...) A revolução humana implica fazer um progresso contínuo, avançar mesmo que seja um passo mais que ontem, um passo a mais este ano do que no ano passado. Façam com que a transformação comece por vocês! Desbravem o caminho para a vitória!” (Brasil Seikyo, edição no 2.019, 16 de janeiro de 2010, pág. A2.)
As palavras do presidente Ikeda enchem o coração de esperança e alegria porque não importa qual a circunstância você esteja passando, a transformação total pode acontecer aqui e agora. A renovação contínua de nosso compromisso de basear a vida no Gohonzon provoca um grande progresso. As pessoas que são sinceras e dedicadas na fé jamais permanecem indefinidamente num beco sem saída, nem o seu sofrimento se arrasta para sempre.

Cenário Histórico

Nitiren Daishonin escreveu esta carta para a esposa de Omosu, irmã mais velha de Nanjo Tokimitsu, em agradecimento pelos sinceros oferecimentos enviados por ela no início do ano. É datada de 5 de janeiro, porém sem a indicação do ano. Assim, embora se saiba que Nitiren Daishonin a tenha escrito no Monte Minobu, nos últimos anos de sua vida, o ano exato não é conhecido.
Termos e Denominações:
(1) ... o primeiro dia, o primeiro mês, o início do ano e o início da primavera: De acordo com o calendário lunar utilizado na época de Nitiren, o início da primavera começa em janeiro.

Frase de apoio

“Este é o Budismo dos três mil aspectos contidos em cada instante vital. Em primeiro lugar, determinem firmemente o que vão empreender ou conquistar. Todos os esforços pelo Kossen-rufu são uma oportunidade para que transformem seu carma e levem a cabo sua revolução humana. Quanto maior o desafio, mais grandiosa será a vitória no momento de alcançar suas metas. Assim, empenhem-se ao máximo e não permitam qualquer retrocesso!” (Jossei Toda).